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Saúde

Estudo usa células-tronco contra complicações do transplante de medula

Pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) estão desenvolvendo uma terapia avançada que já demonstrou desempenho promissor no controle de uma complicação grave que acomete muitos pacientes após o transplante de medula óssea e pode levar à morte. A doença do enxerto contra o hospedeiro (DECH) se instala quando as células imunológicas presentes na medula doada identificam o organismo do receptor como estranho e passam a atacá-lo. Os problemas podem surgir nos primeiros 100

Fonte: Tâmara Freire - Repórter da Agência Brasil25 de maio de 2026 às 15:5610 visualizações
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Estudo usa células-tronco contra complicações do transplante de medula
Foto: Agência Brasil
Pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) estão desenvolvendo uma terapia avançada que já demonstrou desempenho promissor no controle de uma complicação grave que acomete muitos pacientes após o transplante de medula óssea e pode levar à morte.

A doença do enxerto contra o hospedeiro (DECH) se instala quando as células imunológicas presentes na medula doada identificam o organismo do receptor como estranho e passam a atacá-lo. Os problemas podem surgir nos primeiros 100 dias após o transplante, caracterizando uma doença aguda, ou até anos depois, na forma crônica.

As regiões mais atacadas, nos casos agudos, são a pele e o sistema gastrointestinal, ocasionando sintomas como vermelhidão, ardência, náuseas, cólicas e mal funcionamento do fígado. Já a DECH crônica pode atingir todo o corpo e, em casos graves, provocar rigidez nos movimentos, dificuldade de respiração e úlceras.

O tratamento tradicional é feito com corticosteroides, que diminuem a inflamação causada por esse ataque das células de defesa, trazendo alívio dos sintomas. No entanto, muitos pacientes apresentam resistência a esses medicamentos de primeira linha, precisando de outros corticosteroides mais agressivos ou de imunosupressores.

Já a alternativa que está sendo desenvolvida pela primeira vez no Brasil, chamada de MesenCell, utiliza células-tronco mesenquimais, retiradas da medula óssea de doadores, processadas em laboratório e congeladas até o uso.

A responsável técnica do Centro de Tecnologia Celular da PUCPR e coordenadora do projeto, Carmen Kuniyoshi Rebelatto, explica que o objetivo é atuar na origem a doença.

"Quem ataca principalmente são as células do tipo T e B, e a nossa terapia diminui a proliferação dessas células. É um efeito que a gente consegue ver até em laboratório. Então, ela atua na base, liberando alguns fatores solúveis que vão modular todo o sistema imunológico do paciente, diminuindo a proliferação dessas células e melhorando toda a inflamação", complementa.

A princípio, o MesenCell seria indicado para pacientes que não melhoram com os remédios tradicionais, ou que não podem utilizá-los, por conta da sua toxicidade. Além disso, nem todos os medicamentos recomendados estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). 

O grupo de pesquisa já realizou um estudo-piloto com 11 pacientes de DECH crônica, utilizando as mesmas células-troncos, mas diluídas com uma outra substância. Agora vão fazer um novo estudo clínico, com 20 pessoas, utilizando uma mistura que se mostrou mais viável.

Entre os pacientes do estudo-piloto, metade apresentou remissão completa. Mas o medicamento levou à melhora de 75% dos comprometimentos gastrointestinais e 100% dos sintomas de pele, mesmo nos casos mais graves. 

"Esses pacientes desenvolvem esclerodermia, uma deposição de fibrobastos na pele, e ela fica endurecida, como se fosse uma carapaça, e aí o paciente vai perdendo mobilidade. A gente conseguiu reverter esse processo", conta Carmen.

A nova fase de testes começa em setembro, em três centros de referência no Paraná: Complexo Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, Hospital Erasto Gaertner e Hospital Nossa Senhora das Graças.

A pesquisa está sendo custeada pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Posteriormente, o grupo de pesquisa espera firmar parceria com alguma empresa farmacêutica para viabilizar a produção do medicamento em larga escala.

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