Portal Espaço Notícias
ÚLTIMAS28 de junho de 2026
Congo vence de virada e segue na Copa, assim como Colômbia e PortugalInglaterra sobra no 2º tempo, vence Panamá e avança em 1º no Grupo LBrasil faz penúltimo treino e viaja para o Texas onde enfrenta JapãoBrasil inicia operações de busca e resgate após terremoto na VenezuelaAlemanha e Dinamarca registram temperaturas recordesMortes após terremotos na Venezuela sobem para 1.430São Paulo vai captar mais água na bacia que abastece o Rio de JaneiroSTF forma maioria para liberar pagamento de penduricalhos retroativosHospital universitário no Rio inaugura era de UTIs Inteligentes no SUSInstituto anuncia no CineOP centro para preservar audiovisualApós gol anulado, Irã fica na expectativa por classificação na CopaPetroleiro é atingido em Ormuz em meio a ataques entre Irã e EUAIpea atualiza plataforma antirracista no serviço públicoNovo terremoto de magnitude 4,9 atinge VenezuelaArquivos da Justiça guardam muitas histórias envolvendo o futebolBrasil envia terceiro avião com ajuda humanitária à VenezuelaPioneiras do futebol contam trajetória no programa Sem CensuraMaria Bethânia chega aos 80 anos como referência da música brasileiraEm evento drag, Rita von Hunty ataca “capitalismo de plataforma”Mostra celebra o Ano Cultural Brasil-China no Museu Histórico NacionalCongo vence de virada e segue na Copa, assim como Colômbia e PortugalInglaterra sobra no 2º tempo, vence Panamá e avança em 1º no Grupo LBrasil faz penúltimo treino e viaja para o Texas onde enfrenta JapãoBrasil inicia operações de busca e resgate após terremoto na VenezuelaAlemanha e Dinamarca registram temperaturas recordesMortes após terremotos na Venezuela sobem para 1.430São Paulo vai captar mais água na bacia que abastece o Rio de JaneiroSTF forma maioria para liberar pagamento de penduricalhos retroativosHospital universitário no Rio inaugura era de UTIs Inteligentes no SUSInstituto anuncia no CineOP centro para preservar audiovisualApós gol anulado, Irã fica na expectativa por classificação na CopaPetroleiro é atingido em Ormuz em meio a ataques entre Irã e EUAIpea atualiza plataforma antirracista no serviço públicoNovo terremoto de magnitude 4,9 atinge VenezuelaArquivos da Justiça guardam muitas histórias envolvendo o futebolBrasil envia terceiro avião com ajuda humanitária à VenezuelaPioneiras do futebol contam trajetória no programa Sem CensuraMaria Bethânia chega aos 80 anos como referência da música brasileiraEm evento drag, Rita von Hunty ataca “capitalismo de plataforma”Mostra celebra o Ano Cultural Brasil-China no Museu Histórico Nacional
Direitos Humanos

Pintura ressignifica rua marcada por operação letal no Rio de Janeiro

Há oito meses, imagens de uma rua do Complexo da Penha, no Rio de Janeiro, impactaram o mundo: dezenas de corpos foram enfileirados no asfalto, sob os olhares de moradores da comunidade. Era o resultado da ação policial mais letal da história do estado, a Operação Contenção, que deixou 121 mortos. Hoje, parte da rua, chamada de Estrada José Rucas, no entorno da Praça São Lucas, na Vila Cruzeiro, recebeu novas cores e desenhos. Artistas se juntaram a pessoas da comunidade para decorar o ambiente

Fonte: Rafael Cardoso - Repórter da Agência Brasil15 de junho de 2026 às 17:385 visualizações
Compartilhar:WhatsAppFacebookX
Pintura ressignifica rua marcada por operação letal no Rio de Janeiro
Foto: Agência Brasil
Há oito meses, imagens de uma rua do Complexo da Penha, no Rio de Janeiro, impactaram o mundo: dezenas de corpos foram enfileirados no asfalto, sob os olhares de moradores da comunidade. Era o resultado da ação policial mais letal da história do estado, a Operação Contenção, que deixou 121 mortos.

15/06/2026 - Rio de Janeiro - Pintura ressignifica rua marcada por operação letal no Rio de Janeiro. Luan Medeiros artista lider do projeto que pintou rua na Penha. Foto: Cadu Maia/Divulgação
Pintura traz sensação de recomeço, diz Luan Medeiros, um dos artistas à frente da decoração na Vila Cruzeiro - Foto: Cadu Maia/Divulgação

Um dos líderes do projeto, Luan Medeiros ressalta a importância da arte para tentar transformar o espaço e a vida dos moradores.

"A gente quis trazer uma nova realidade para a nossa rua. O morador da Penha já passou por momentos muito difíceis, e ver essas cores traz uma sensação de recomeço, mostrando que a nossa comunidade também tem o direito de celebrar e de se orgulhar de sua própria arte", diz o artista.

Luan, que possui uma forte relação com a comunidade onde vive, lembra que o clima no local era de desalento depois dos acontecimentos do ano passado.

"A área tinha ficado muito triste, com aquela memória sempre latente na cabeça de todo mundo. Sabemos que não tem como apagar a memória do que houve aqui, mas a pintura ajuda a amenizar esse sentimento. É também uma forma de mostrar que 99% das pessoas na comunidade são trabalhadores, são pessoas de bem", acrescenta.
 

15/06/2026 - Rio de Janeiro - Pintura ressignifica rua marcada por operação letal no Rio de Janeiro. Foto: Cadu Maia/Divulgação
Crianças ajudam na pintura de temas ligados à seleção brasileira e à Copa do Mundo - Foto: Cadu Maia/Divulgação

Hugo Silvério, que também participou do projeto, destaca o valor da identidade comunitária na escolha das referências visuais para a pintura.

"Nosso objetivo principal foi ressignificar esse espaço físico através da arte urbana. Escolhemos elementos que conectam a nossa fé, representada pela Igreja da Penha, o futebol e o orgulho de ser brasileiro. É uma forma de valorizar o talento que existe dentro da própria favela", explica o artista.

Hugo, que mora em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, ressalta que o impacto da operação policial de 2025 mobilizou todo o estado, ultrapassando os limites geográficos da comunidade.

Rio de Janeiro (RJ), 29/10/2025 - Dezenas de corpos são trazidos por moradores para a Praça São Lucas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro. Operação Contenção.
Foto: Tomaz Silva /Agência Brasil
Rio de Janeiro, 29/10/2025 - Trazidos por moradores, dezenas de corpos de mortos na Operação Contenção foram levados para a Praça São Lucas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro - Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

"Foi algo que envolveu e mexeu com todo o estado do Rio de Janeiro. Durante o trabalho, uma mãe passou por nós e comentou que antes ela não conseguia sequer olhar para esta rua e não imaginar o corpo do filho estendido no chão. E, hoje, ela consegue ressignificar esse sentimento e ver novas cores", conta o artista.

"O envolvimento das crianças que participaram pintando com a gente também foi muito especial. O projeto não vai apagar o que aconteceu, mas transforma a nossa relação com o espaço e traz um pouco mais de esperança", conclui.

Mais em Direitos Humanos