Portal Espaço Notícias
ÚLTIMAS28 de junho de 2026
Ancelotti omite escalação do Brasil na véspera do duelo contra o JapãoCom gol no final, Canadá vence Africa do Sul e vai às oitavas da CopaParada LGBTQIA+ no Rio defende mais representantes no LegislativoOrgulho LGBT: pessoas trans celebram projeto de inclusão pelo futebolQuarto voo brasileiro para Venezuela decola com bombeiros e donativosPolícia prende suspeitos de atacar tenente, irmão de EloáPolícia legislativa proíbe bandeira LGBTQIA+ em gramado do CongressoBrasil fecha preparação para duelo contra Japão, 1º mata-mata da CopaNove apostas acertam Quina de São João e vão receber R$ 26,6 milhõesNúmero de mortos por terremoto na Venezuela sobe para 1.450Internado, Parreira passa por cirurgia no Rio de JaneiroNovo espaço cultural do Sesc deve triplicar atendimentos em ParatyGastos de turistas estrangeiros no Brasil soma R$ 25 bi em cinco mesesConfira os resultados dos jogos de sábado (27) na CopaDia do Orgulho LGBTQIA+: conheça marcos da luta por direitos no BrasilMega-Sena acumula e prêmio chega a R$ 23 milhõesQuilombo mantém tradição centenária, símbolo da resistência negraQuina de São João sorteia prêmio de R$ 260 milhões neste domingoCopa inicia mata‑mata neste domingo com África do Sul e CanadáCongo vence de virada e segue na Copa, assim como Colômbia e PortugalAncelotti omite escalação do Brasil na véspera do duelo contra o JapãoCom gol no final, Canadá vence Africa do Sul e vai às oitavas da CopaParada LGBTQIA+ no Rio defende mais representantes no LegislativoOrgulho LGBT: pessoas trans celebram projeto de inclusão pelo futebolQuarto voo brasileiro para Venezuela decola com bombeiros e donativosPolícia prende suspeitos de atacar tenente, irmão de EloáPolícia legislativa proíbe bandeira LGBTQIA+ em gramado do CongressoBrasil fecha preparação para duelo contra Japão, 1º mata-mata da CopaNove apostas acertam Quina de São João e vão receber R$ 26,6 milhõesNúmero de mortos por terremoto na Venezuela sobe para 1.450Internado, Parreira passa por cirurgia no Rio de JaneiroNovo espaço cultural do Sesc deve triplicar atendimentos em ParatyGastos de turistas estrangeiros no Brasil soma R$ 25 bi em cinco mesesConfira os resultados dos jogos de sábado (27) na CopaDia do Orgulho LGBTQIA+: conheça marcos da luta por direitos no BrasilMega-Sena acumula e prêmio chega a R$ 23 milhõesQuilombo mantém tradição centenária, símbolo da resistência negraQuina de São João sorteia prêmio de R$ 260 milhões neste domingoCopa inicia mata‑mata neste domingo com África do Sul e CanadáCongo vence de virada e segue na Copa, assim como Colômbia e Portugal
Justiça

Saiba o que é a interdição judicial, medida adotada por família de FHC

A interdição judicial ou curatela de uma pessoa é uma medida excepcional, baseada em laudos médicos, que reconhece a incapacidade cognitiva para a gestão da própria vida, especialmente em casos de doenças como o Alzheimer.  O assunto veio à tona nesta semana, com a notícia de que a Justiça de São Paulo determinou, na última quarta-feira (15), a interdição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de 94 anos, após pedido feito pelos filhos. FHC sofre de Alzheimer em estágio avançado e com a dec

Fonte: Flávia Albuquerque - Repórter da Agência Brasil17 de abril de 2026 às 15:102 visualizações
Compartilhar:WhatsAppFacebookX
Saiba o que é a interdição judicial, medida adotada por família de FHC
Foto: Agência Brasil
A interdição judicial ou curatela de uma pessoa é uma medida excepcional, baseada em laudos médicos, que reconhece a incapacidade cognitiva para a gestão da própria vida, especialmente em casos de doenças como o Alzheimer. 

O assunto veio à tona nesta semana, com a notícia de que a Justiça de São Paulo determinou, na última quarta-feira (15), a interdição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de 94 anos, após pedido feito pelos filhos. FHC sofre de Alzheimer em estágio avançado e com a decisão não será mais responsável por seus atos civis, vida financeira e patrimonial.

Segundo a advogada Fabiana Longhi Vieira Franz, especialista em gerontologia pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), o tema é presente na realidade de muitas famílias, principalmente por chamar a atenção para a capacidade civil de pessoas idosas e os limites entre autonomia e proteção. 

“Trata-se do reconhecimento judicial da incapacidade cognitiva de uma pessoa, para a gestão de seu patrimônio e bem-estar, com a nomeação de um responsável para esses cuidados”, explicou.

Fabiana ressalta que a medida não implica, necessariamente, na perda total de autonomia, pois a curatela é definida de forma proporcional às necessidades do caso e, em geral, se restringe a atos patrimoniais, sem atingir os direitos existenciais, como ir e vir ou votar, por exemplo.

“A intervenção legal passa a ser necessária quando há risco à própria pessoa ou a terceiros, ou ainda em situações de negligência de autocuidado. Nesse cenário, o envolvimento da família é fundamental. A interdição deve ser compreendida como uma forma de proteção. O processo também prevê prestação de contas ao Judiciário, o que ajuda a evitar abusos e garantir o bem-estar da pessoa curatelada”, destacou.

A especialista reforçou ainda que, para famílias que enfrentam essa realidade, a orientação é buscar avaliação médica diante de sinais de comprometimento cognitivo e conduzir o processo com diálogo e respeito. “O objetivo é preservar a dignidade, garantindo segurança sem violar direitos”.

Casos em que pode ser aplicada

A interdição judicial é um processo judicial no qual se declara que a pessoa não tem capacidade total ou parcial de tomar decisões sobre a própria vida civil, como administrar bens ou assinar contratos. O objetivo é garantir que ela não seja prejudicada por não conseguir expressar sua vontade ou entender as consequências de seus atos.

Segundo o Código Civil, a medida pode ser aplicada a pessoas que se enquadrem nos seguintes perfis: 

  • Pessoas impossibilitadas de exprimir sua vontade, por causa transitória ou permanente como coma, paralisia cerebral grave ou doenças degenerativas em estágio avançado; 
  • Pessoas com doenças mentais ou limitações cognitivas, como o Alzheimer, demência ou esquizofrenia, dificultando a administração do próprio patrimônio;
  • Ébrios habituais e viciados em tóxicos; 
  • Pessoas com dependência química ou alcoolismo grave que comprometa sua capacidade de tomar decisões civis e financeiras de forma lúcida; 
  • Indivíduos que gastam seus bens de forma compulsiva e descontrolada, a ponto de colocar em risco a própria subsistência e de sua família.

Mais em Justiça